Archive for June, 2011

EM DEFESA DA LIBERDADE E DOS DIREITOS DO CIDADÃO ACTIVISTA AGOSTINHO CHICAIA

Posted 30 Jun 2011 — by Luiz Araújo
Category Direitos Humanos - Comunidades

O Abaixo Assinado em Solidariedade com Agostinho Chicaia – é um documento com fins humanistas APENAS

O Abaixo Assinado (http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/8859) em solidariedade com Agostinho Chicaia não é e não vai ser transformado num documento de propaganda  contra ou a favor das revindicações da independência de Cabinda. Permiti-lo seria contribuir para a sua desqualificação. Em especial significaria um desrespeito inaceitável a todas e todos os cidadãos que o subscreveram, apenas, de acordo com os termos em que está redigido e com os fins nele expostos e que não me conferiram mandato para alterar esses termos e fins.

Tenho a plena consciência de que a forma como a situação de Cabinda vem sendo tratada pelo Governo de Angola é, obviamente, o factor determinante da situação em que neste momento se encontra o activista Agostinho Chicaia e para que não restem dúvidas a nenhuma das partes desse conflito, manifesto aqui a minha discordância com a forma como o Governo de Angola vem tratando desse caso.

No entanto o abaixo assinado solicitando o esclarecimento sobre as razões – legais – da sua detenção em Kinshassa, e a sua libertação, não é um documento político para a exposição da defesa nem da contestação da causa das forças cabindenses em luta pela autonomia ou pela independência de Cabinda. Conflito sobre que também me abstenho de me pronunciar aqui e nesse Abaixo Assinado.

O Abaixo Assinado é APENAS um documento/acção de defesa da liberdade e dos direitos do cidadão Agostinho Chicaia.

Para que esse Abaixo Assinado não seja transformado num documento de propaganda, nem por pessoas contra e nem por pessoas favor da revindicações da independência de Cabinda, enquanto criador e gestor do Abaixo Assinado, comunico que me obriguei a censurar a assinatura do Abaixo Assinado por um dos signatários devido ao facto de ter lavrado uma declaração política junto à sua assinatura que transcende a finalidade solidária humanista do Abaixo Assinado com o activista Eng Agostinho Chicaia que se resume aos propósitos nele inequivocamente explicitados.

Apelo para que as declarações junto às assinaturas no Abaixo Assinado se atenham aos propósitos nele explicitados.

Apelo também a quem se queira exprimir em declarações políticas que transcendam os termos e fins do Abaixo Assinado que o faça em lugares da imprensa próprios para esse fim.

 

EXIGE DIGNIDADE

Luiz Araújo

Gestor do Abaixo Assinado em Solidariedade com Agostinho Chicaia.

 

Ativista de Cabinda Agostinho Chicaia prepara-se para entrar em greve de fome…(ATUALIZADA)

Posted 30 Jun 2011 — by Luiz Araújo
Category Direitos Humanos - Comunidades

Lisboa, 29 jun (Lusa) — O ativista cívico de Cabinda, Agostinho Chicaia, que continua detido “sem motivo” na capital congolesa, Kinshasa, prepara-se para iniciar uma greve de fome em protesto contra a sua detenção, adiantou à Lusa o deputado angolano Raul Danda.

“Agostinho Chicaia anunciou que iria entrar em greve de fome caso não fosse libertado até amanhã [quinta-feira], dia da festa da independência do Congo Democrático”, precisou o deputado angolano.

O ativista cívico de Cabinda Agostinho Chicaia tomou essa decisão para “protestar contra a intimidação e humilhação que lhe está a ser imposta pelas autoridades de Luanda e Kinshasa”, explicou Danda.

Chicaia, ex-presidente da extinta associação cívica de Cabinda Mpalabanda continua detido na Direcção-Geral de Migração na capital da República Democrática do Congo (RDCongo).

A detenção verificou-se na segunda-feira da semana passada, quando Chicaia, engenheiro agrónomo de formação e que reside há dois anos em Ponta Negra, na República do Congo, se preparava para viajar para Harare, capital do Zimbabué, na qualidade de coordenador do Projeto Transfronteiriço do Mayombe, do Programa das Nações Unidas para o Ambiente e da União Internacional para a Conservação da Natureza.

De acordo com o deputado angolano, o ativista cívico de Cabinda foi detido pelas autoridades migratórias congolesas “a pedido da Embaixada de Angola em Kinshasa, com base numa lista providenciada pela embaixada”.

“Os congoleses estão simplesmente à espera que os angolanos digam que (Agostinho Chicaia) pode ser libertado, ponto final”, vincou Danda.

Mas a “embaixada de Angola na capital congolesa reiterou, esta segunda-feira, que continua à espera de um memorando, no qual as autoridades de Kinshasa teriam de afirmar que detiveram um terrorista angolano, uma brincadeira de péssimo gosto”, criticou.

De acordo com Raul Danda, as autoridades congolesas “não aceitaram fazer isso”. “Enquanto continua este lenga-lenga, e se espera uma decisão por parte de Luanda, Chicaia continua detido”, denunciou o deputado angolano.

Entretanto, várias personalidades e entidades da sociedade civil portuguesa e angolana anunciaram à Lusa que vão fazer chegar ao embaixador da República Democrática do Congo em Portugal uma carta a denunciar a “detenção arbitrária” de Chicaia.

Na missiva, à qual a Lusa teve acesso, os signatários exigem que lhes seja concedida “com a máxima urgência, uma audiência, a fim de serem esclarecidos” sobre a detenção de Agostinho Chicaia.

A carta é assinada, entre outros, pelo escritor angolano José Eduardo Agualusa e pelo deputado português do PS João Barroso Soares, bem como pelas entidades Fórum para a Paz e Democracia (Portugal) ou a Associação Tratado de Simulambuco-Casa de Cabinda em Portugal.

Fonte: Sapo noticias

 

TPI emite mandado de captura contra Muammar Khadafi

Posted 28 Jun 2011 — by Luiz Araújo
Category Direitos Humanos - Comunidades

O Tribunal Penal Internacional, chamado a deliberar sobre violações dos direitos humanos no conflito que se arrasta desde meados de Fevereiro na Líbia, emitiu hoje um mandado de captura contra o líder do país, Muammar Khadafi.

A decisão do colectivo de três juízes deu total aval ao pedido feito pelo procurador Luis Moreno-Ocampo, que acusa o coronel por crimes contra a humanidade, dando também ordem de captura ao filho de Khadafi, Saif al-Islam, e ao chefe dos serviços secretos líbios, Abdullah al-Senussi.

De acordo com a acta hoje tornada pública, o coronel líbio é suspeito de ter ordenado o assassínio e a detenção de centenas de civis durante os primeiros doze dias da contestação popular ao regime líbio, há quatro décadas no poder, sendo igualmente suspeito de ter tentado encobrir esses crimes. A juíza-presidente, Sanji Monageng, declarou na sessão desta manhã que existem “razões suficientes para acreditar” que Khadafi e o seu filho têm ambos “criminalmente responsável como co-autores indirectos” no assassínio e perseguição de civis.

As Nações Unidas estimam que a revolta popular e repressão das autoridades na Líbia causou milhares de mortos e obrigou à deslocação de mais de 650 mil pessoas para fora do país além de mais uns quase quarto de milhão dentro de território líbio.

Com a operação da NATO, mandatada por resolução do Conselho de Segurança, a entrar hoje no 100º dia, a situação militar permanece em impasse, com o movimento de rebelião a tentar aproveitar alguma vantagem dada pelos raides aéreos internacionais sobre as forças de Khadafi para avançar no terreno, mas sem mudanças significativas.

Fontes da rebelião asseveravam esta manhã que estavam a combater as forças de Khadafi já a apenas 80 quilómetros de distância da capital, Trípoli, em torno da cidade estratégica de Bir al-Ghanam, a partir das montanhas de Nafusa, que os rebeldes controlam há algumas semanas.

Festejos em Bengasi

A emissão do mandado de captura contra Khadafi foi festejada em Bengasi, o bastião dos rebeldes onde teve início a revolta contra o regime do coronel que governa a Líbia há mais de 40 anos. Um porta-voz dos rebeldes, Jalal al-Galal, disse à Reuters que os opositores “estão muito satisfeitos com o facto de o mundo se ter unido para acusar Khadafi pelos crimes que cometeu.”

Para Jalal al-Galal, este mandado deverá antecipar a queda de Khadafi e do seu regime. O porta-voz dos rebeldes reiterou que “não se pode negociar com um criminoso de guerra” e adiantou: “O mundo acaba de confirmar o que temos vindo a dizer há muito tempo. Khadafi é um criminoso de guerra e deve ser julgado por isso”.

Em Bengasi a emissão do mandado foi festejada com tiros para o ar, adiantou a AFP. Para a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Warch, a decisão do TPI representa “uma etapa importante” para que seja feita justiça em nome das vítimas.

Fonte: Público

ABAIXO ASSINADO – solicitando o esclarecimento oficial público sobre as razões da detenção em Kinshassa do activista cívico Agostinho Chicaia

Na foto: Agostinho Chicaia

O activista cívico Agostinho Chicaia foi preso na Republica Democrática do Congo há sete dias. Até este momento não prestado nenhum esclarecimento oficial público sobre as razões da sua detenção. É um acto de cidadania solicitar às autoridades da Republica Democrática do Congo e de Angola o esclarecimento oficial público das razões da detenção em kinshassa do activista cívico Agostinho Chicaia.

Verifique o ABAIXO ASSINADO Apelamos para que, em consciência, o subscreva

A ACÇÃO DE CADA UMA E CADA UM PELA LIBERTAÇÃO DE CHICAIA TAMBÉM É A SUA LIBERTAÇÃO ENQUANTO CIDADÃ E CIDADÃO

NOTA DE BALANÇO DESTE EXERCÍCIO DA CIDADANIA 29.06  ás 12:26

O Abaixo Assinado, em um dia e meio, conseguiu 80 assinaturas e foi vizualizado 399 vezes. Necessita-se de mais assinaturas, leia e, em consciência, assine

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