ORIENTAÇÕES PARA A DENUNCIA PELA DEFESA DE VÍTIMAS DE VIOLAÇÕES DOS DIREITOS HUMANOS QUE, EVENTUALMENTE, OCORRAM NO LUBANGO CASO SE REALIZEM AS DEMOLIÇÕES ANUNCIADAS
Caso as demolições que estão a ser anunciadas sejam realizadas e se verifique o desalojamento forçado sem que seja seguido do alojamento condigno imediato de quem quer que seja os defensores dos direitos humanos devem e vão estar prontos para registarem o acto e divulgarem-no imediatamente.
Defensores dos direitos humanos e as próprias vitimas devem registar, fotografando, filmando e gravando tudo o que lhes for dito por quem dirija e ou execute os desalojamentos forçados. As próprias pessoas visadas pelas demolições, mesmo com os seus telemoveis, devem fotografar e filmar tudo o que puderem. Devem nesses registos identificar com rigor vitimas e violadores dos direitos humanos.
Imediatamente após terem feito esses registos (fotografias e vídeos) devem procurar apoio de quem possa transferi-los para computadores para serem colocados no youtube e, de imediato, divulgados pelos sites dedicados à defesa dos direitos humanos como este nosso www.angolaresistente.net e também ser divulgados nas redes sociais como o Facebook
Para nos enviarem informações e ficheiro com fotografias e gravações em vídeo podem contactar-nos escrevendo-nos mensagens na caixa para comentários sobre esta noticia no fim desta página e ou escrevendo para o e-mail sos.habitat.angola@gmail.com.
Apelamos a quem no Lubango visite esta página do nosso site informe os moradores da zona visada para demolição sobre o aconselhamento que aqui prestamos. Considerando a grande exclusão cibernética que se vive em Angola, pedimos a quem tenha acesso á net que ajude as vítimas a entrar em contacto connosco e ou a divulgar na net e por via doutros sites tudo o que se passar e testemunharem . O Editor do www.angolaresistente.net estará em prontidão para entrevistar via Skype tanto defensores dos direitos humanos activos no local como vítimas de desalojamento forçado logo que receba mensagens nesse sentido enviadas para este nosso/vosso site - Luiz Araújo
Autoridades prometem ajuda aos desalojados mas habitantes dizem que nao têm tempo para construir novas casas
A província angolana da Huíla poderá registar nos próximos dias novas demolições de casas.
A medida vai abranger parte do bairro Dr. António Agostinho e surge da necessidade de abertura da Avenida Salvador Correia no âmbito da requalificação da cidade, dizem as autoridades do Lubango.
Os moradores foram notificados a 29 de Junho passado para abandonarem a área no espaço de trinta dias e muitos estão inconformados com a decisão.
Para eles uma decisão de tamanha envergadura carece de ponderação porque está em jogo a movimentação de várias famílias, conforme fez saber Paulo Afonso um dos residentes.
“Se alguém comprou este bairro – visto que já foi sinalizado todo o bairro – então que alguém se pronuncie, se eles venderam o bairro, que nos dêem mais tempo para retirarmo-nos do local não é assim dessa maneira,” disse.
As autoridades garantem que os moradores a desalojar vão receber terrenos nas novas urbanizações. A Voz da América sabe que até ao momento nada foi feito neste sentido.
António do Nascimento outro morador diz que não é possível construir uma casa em trinta dias.
Para Nascimento os responsáveis pela acção, não tiraram lições dos erros cometidos nas demolições passadas.
“ A habitação é uma responsabilidade do estado juntamente com as entidades privadas,” disse este morador para quem “é preciso que salvaguardemos os direitos humanos”.
“Não façamos como se fez o ano passado. Nós esperávamos que com aquelas demolições do ano passado tivessem ganhado mais consciência em termos de respeito aos direitos humanos, vê-se que é uma clara evidência duma ditadura política e estamos indignados com isto,” acrescentou.
Fonte: Voz da América









