Archive for the ‘Direitos Humanos – Comunidades’ Category

Promotoria pedirá 80 anos de prisão para Charles Taylor – Leia também: Condenação de Taylor abre importante precedente

Posted 03 May 2012 — by Luiz Araújo
Category Direitos Humanos - Comunidades
03/05/2012 – 17:19
A Promotoria do Tribunal Especial para Serra Leoa (TSSL) de Haia pedirá uma condenação de 80 anos de prisão para o ex-presidente liberiano Charles Taylor, pelo papel que este desempenhou na guerra civil em Serra Leoa entre 1996 e 2002, segundo um documento apresentado nesta quinta-feira ao tribunal. Charles Taylor, de 64 anos, foi considerado culpado na quinta-feira passada por crimes de guerra contra a humanidade por ter apoiado e armado os rebeldes de Serra Leoa com ‘diamantes de sangue’. A pena será determinada no dia 30 de maio e Taylor cumprirá a sentença numa prisão britânica. Ele foi o primeiro ex-chefe de estado a ser condenado de fato na história do Tribunal Penal Internacional, criado 2002.

Leia também: Condenação de Taylor abre importante precedente

“A condenação recomendada é apropriada porque reflete o papel essencial que Taylor desempenhou nos crimes cometidos, de um alcance e gravidade extremos”, diz, em documento assinado, a promotora do tribunal, Brenda Hollis. Entre as condenações enumeradas na semana passada durante sua condenação, o juiz citou estupro, assassinato e atos desumanos.

Caso - Taylor foi presidente da Libéria – onde ele também é acusado de ter alimentado uma guerra civil – por seis anos até 2003, quando a justiça internacional pressionou por sua renúncia. Desde 2007, ele aguarda seu julgamento no Tribunal de Haia, na Holanda. O ex-presidente criou e pôs em andamento uma campanha de terror com o objetivo de controlar Serra Leoa e explorar seus diamantes, durante uma guerra civil que deixou 120.000 mortos entre 1991 e 2001.

Fonte: Veja – (Com agência France-Presse)


Facebook & Angola – efeitos do policiamento da rede pelos ciber agentes da ditadura

Posted 30 Apr 2012 — by Luiz Araújo
Category Direitos Humanos - Comunidades

Luiz Araújo – no mural de LuGuAra
Partilhando o que trato no facebook com as e os leitores do angolaresiste.net
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Há uns dias um amigo que vive em Luanda (e que não vou citar) teve a hombridade de me dizer via mensagem privada que não devo desconsiidera-lo por ter deixado de clicar em Gosto e de comentar os meus posts.

Pediu-me também para não partilhar os meus posts no seu mural. Os policias que andam por aqui fizeram-lhe saber que ser amigo do Luiz Araújo no FB pode sair-lhe caro.

Revelou-me que no seu trabalho é vítima de pressões por ser amigo de outros activistas que, como eu, sem qualquer pudor nem inibição denunciam a ditadura de José Eduardo dos Santos.

Nessa mesma mensagem disse-me que continua firme na luta contra a ditadura. Acredito que sim, que no seu intimo continua a aspirar pelo fim da ditadura.

já não é a primeira pessoa que me comunica essa postura. Considero legitima essa postura pois cada um é que sabe como gere a sua exposição aos mandantes e agentes da ditadura. No entanto também considero que se todas e todos nós adoptarmos essa postura de cedência estaremos a vergar-nos perante a ditadura.

O momento é de afirmação de todas e todos que são contra a ditadura, e quantos mais o assumirnos mais protegidos pela sociedade estaremos.

A experiência registada pela história das lutas contra ditaduras ensina que são sempre poucas e poucos os que assumem abertamente a acção que mais tempo menos tempo as derrubam.

Sendo activistas que agem, de forma combinada ou não, no interior ou no exterior dos paises submetidos a ditaduras, todos somos alvo da polícia secreta da ditadura.

Certamente não tarda que os activistas que agem no exterior sejam os principais alvos da ditadura. Fui, recentemente, alvo aqui no exteriuor duma acção que ainda não divulguei e que no momento adequado vou revelar. Mas isso não me faz parar nem deixar de me expor abertamente tratando a ditadura como o venho fazendo.

Os serviços de segurança da ditadura têm recursos e homens preparados para agir onde quer que seja que os activistas para a democracia estejam e ou ajam.

Sabemos bem disso tudo, já várias vezes na vida experimentamos agressões da ditadura. Mesmo assim, muitas e muitos de nós, não pararemos de agir contra a ditadura até que ela seja substituida por uma verdadeiura democracia sustentada por um Estado de direito de facto.

Não nos baixemos. Ousemos o verbo e o gesto de libertação até a ditadura cessar. Custe o que custar.

EXIGE DIGNIDADE COM DIGNIDADE
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14 gostam disto.(nomes omitidos)
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Comentários, (nomes omitidos)
AR- ha’ situacoes,que mesmo nao sendo de risco de vida nos levam a tomada de determinadas posicoes, podem nao ser entendidas,mas as vezes e’ necessario.

LA- AR, está tudo considerado no post, essa atitude de preservaçlão pessoal é legitima, mas também é uma cedência especialmente quando é a de alguém que abntes deu a cara. Não será? mas bom cada uma e cada um é livre para fazer as suas escolhas em cada momento.

AR- Podem ser “outras” questoes, nem tudo tem a ver com politica ,,;))

LA- Partilhem por favor este post. Será sempre uma contribuição para a acção contra a ditadura de José Eduardo dos Santos, uma acção para a democracia

LA- Ana Rita, claro que nem tudo tem que ver, directamente, com a política mas tudo afinal nalguma forma ou medida tem a ver com a política e é política já só porque no caso o que o post aborda é pura política

AF- É incrível como JES, nessa atitude desumana, (e aliás o fará sem remorsos, por enquanto) vá em direção a sua própria derrocada. Uma hora tais idiotices perpetradas por afetos agarrados ao dinheiro, e não a legitimidade e legalidade dos povos de Angola, darão lugar a própria implosão desse vil sistema existente em Angola.

AA- Enquanto isso metade da corja sectaria angolana age como se o filho dessa patria sem mãe é o anjo mais sublime entre os anglicanos mpelista. Me da nojo e sintomas de depressão.

JV- O regime tem de perceber que o que está a fazer em Angola contra os manifestantes só consolida a sua fama internacional de ditador e corrupto. Isso já não é novidade em todo o mundo! Agora, se eles desejam “tocar” em quem vive no exterior de Angola da mesma forma como estão habituados a fazer em Angola, também devem perceber que tudo se saberá a seu tempo! Vou partilhar o seu texto, acho que está muito bem conseguido!

LA- ‎JV, os SS, Serviços Secretos, de todas as ditaduras sempre perseguiram os opositores lá onde estejam. Os SS da ditadura de José Eduardo dos Santos serão a excepoção a essa prática de sobrevivência?

JV- ‎*Mas todos os regimes salvo raras excepções têm um código de ética em que fora do território não se cometem esses atropelos. Basta ver que durante a guerra civil angolana os dirigentes da UNITA e seus familiares circulavam livremente pela Europa e nunca existiram incidentes. É que incidente leva a incidente e todos sabemos que a escalada seria imparável, para além de que na Europa esses incidentes seriam facílmente descobertos e divulgados! Só que os regimes feridos no seu orgulho e conhecedores da agonia, podem esquecer tudo! Por isso estejamos atentos e divulguemos tudo o que soubermos, pelo menos na Europa o cidadão ainda está protegido pelas polícias!

JV- Está complicado de aparecerem os comentários aqui…

LA- ‎JV, complicações serão sempre maiores para nós. Essa ditadura agiu fora de angola sempre e principalmente durante a guerra com a UNITA. Isso foi be noiticiado… Ética não é a marca desse regime. Sabemos, é previsivel, as acçoes determinates do fim da ditadura serão em Luanda e noutras cidades do país mas em consequência da redução crescente da segurança para a acção nesse sentido em Angola, será cada vez mais também a acção no exterior e ou a partir do exterior que mais contribuirá para o desenvolvimento da resistência á ditadura que produzirá o momento da libertação. Ora os dirigentes e os SS da ditadura sabem disso também, o que esperar em consequência.

LA- “Viver sem falar do que nos oprime não é viver em paz porque é viver com medo. Na mesma medida em que o silêncio sustenta a ditadura a nossa voz resiste-lhe e derrota-a. Ousemos o verbo sempre que liberdades e direitos forem violados por qualquer poder”.

JJJ- Muitos dirigentes do mpla, partidos opositores, igrejas e sociedade civil sabem q o país está mal, querem tambem acabar com a ditadura do jes, mas têm medo: de prisaõ, morrer ou perder o emprego. Enquanto continuarmos com este medo, o país nunca irá mudar.

LA-José JJJ, temos que ajudar toas e todos que se deixam amordaçar pelo medo a libertarem-se, serão as cidadãs e cidadãos libertos do medo que gerarão a liberdade da nossa sociedade. Da mesma maneira que um jindungueiro nunca dará como fruto laranjas doces, também o humano amordaçado não dará a liberdade como fruto. E a ditadura sabe disso bem, por isso continua a incutir o medo, intimida ameaçando e até agredindo como temos testemunhado. Se milhares mostrarem á ditadura que não a temem – faça ela o que fizer – iniciarão a sua fase final.

JJJ-Estamos junto nesta luta, está quase a ditadura do mpla-jes.. força

Facebook & Angola – Ontem no Cacuaco homens encapuçados voltaram a agredir com brutalidade jovens que se queriam manifestar contra o alcolismo

Posted 29 Apr 2012 — by Luiz Araújo
Category Direitos Humanos - Comunidades

António Teixeira
Sábado, 28 Abril 2012

Civis encapuzados dispersam concentração de jovens em Luanda

Atacantes transportavam paus e picaretas. Episódio foi antecedido de investida policial para desencorajar manifestantes

Por Alexandre Neto | Luanda – voa

Elementos á civil com rostos cobertos

Elementos á civil com rostos cobertos dispersaram neste sábado uma concentração de jovens que pretendia marchar em direcção a vila de Cacuaco, localidade a mais de 10 quilómetros ao norte de Luanda. Cerca de 100 jovens retiraram-se do local de concentração, depois que homens de rostos encapuzados desembarcaram e atacaram.

Os atacantes transportavam consigo paus, picaretas e demais objectos contundentes. Testemunhas no local contaram que este episódio foi antecedido duma investida policial que visava desencorajar a presença dos manifestantes.

Os agentes da polícia queriam saber dos organizadores os papéis que davam por comunicada ao governo de Luanda esta manifestação.

Os organizadores falam de 3 feridos. Alfredo Deolindo Gomes contou que lhe foi negado tratamento num hospital público de Cacuaco. Há relatos de detenções, mas a policia não confirmou.

No contacto que mantivemos com o oficial de serviço destacado no Comando do Cacuaco, o subinspector identificado apenas por Lourenço disse que o turno corria bem e sem sobressaltos.

“Não há detenções. A única ocorrência registada no meu piquete, adiantou, teve a ver com uma situação relacionada com um desalojamento no bairro da Boa Esperança, nada mais…”

Os jovens saíram a rua e pretendiam manifestar-se contra o alcoolismo, a prostituição, as drogas e a delinquência juvenil.

Na semana passada foram encetados contactos no sentido da manifestação ter lugar. Nenhuma carta foi recebida do governo contrariando a intenção dos organizadores.

Referindo-se ao fenómeno, durante a sua participação, esta 6ª feira, no programa Angola Fala Só, Filomeno Vieira Lopes disse que o uso de gangs, alegadamente anónimos, para atacar adversários políticos é um uso de “tácticas neo-nazis que são preocupantes e degradantes”.

O secretário-geral do Bloco Demccrático, considera que se trata de uma forma “sofisticada de fazer repressão e terror” sem que os seus verdadeiros autores dêem a cara. Disse não haver a menor dúvida de que foi atacado, durante as manifestações de 10 de Março passado, por pessoas ao serviço de quem está no poder que, inclusivamente, foram entrevistadas, encapuzadas, na televisão do Estado.

Facebook & Angola – Regime angolano espanca manifestantes e promove o alcolísmo – Pedrowski Teca

Posted 28 Apr 2012 — by Luiz Araújo
Category Direitos Humanos - Comunidades

O angolaresistente passará a divulgar denuncias feitas no Facebook que considerar merecerem a mais ampla divulgação.

Conforme um post de Pderowski Teca, na foto,  hoje no Cacuaco jovens que pretendiam manifestar-se foram agredidos violentamente. Verifique:

Por Pedrowski Teca a Sábado, 28 de Abril de 2012 às 14:22 ·

Segundo relatos na rede social, Facebook, hoje, Sábado 28 de Abril de 2012, o regime angolano dispersou à tiros um grupo de jovens manifestantes que pretendiam marchar contra o alcoolismo, a prostituição e a violência doméstica em Angola.

Noutro lado, o regime, através do Governo Provincial de Luanda (GPL), preferiu dar o espaço do Largo da Família (Largo da Independência) à maior empresa de àlcool em Angola, a Cuca, para a realização de uma festa.

No mesmo dia, o Largo da Família poderia inicialmente albergar uma actividade da braço juvenil da Unita, a JURA. A actividade foi suspensa pelo GPL para acomodar a festa organizada pela CUCA.

Segundo relatos, os agressores dos jovens manifestantes no Cacuaco estavam munidos de barras de ferro e picaretas.

“Um grupo de jovens do Cacuaco pretendia realizar hoje uma marcha para protestar contra o excesso de consumo de álcool no Município. Todos os fins de semana há cerveja ao desbarato em maratonas do regime o que desnorteia a juventude e contribui para a delinquência,” relatou Filomeno Vieira, Secretário Geral do Bloco Democrático (BD).

No seu relato no Facebook, Lopes acrescentou que “os manifestantes foram dispersos com violência por milícias associadas às forças policiais, munidos de barras de ferro e picaretas”.

“Há, pelo menos, um ferido em estado grave e a zona do Colégio Sacriberto encontra-se completamente cercada.

“O regime promove o alcoolismo e todos que pretendem sensibilizar as populações em sentido contrário são agredidos institucionalmente,” estressou.

Em gesto mais detalhado, um cidadão, Alexandre Neto Solombe, descreveu a situação no Facebook:

“A polícia dispersou há instantes uma concentração de jovens, nas imediações do antigo posto de controlo, no município do Cacuaco. Há relatos de feridos, dois, e um número ainda não determinado de detidos. Segundo Hugo Kalumbo, um dos responsáveis pela organização da marcha, a polícia contou com o auxílio de elementos a civil que se supoe estarem afectos à milícia pro-governamental”.

Solombe acrescentou que “segundo os organizadores, a marcha percorreria a via principal, com destino à Cacuaco, contra o alcoolismo, a prostituição e a violência doméstica. Ainda de acordo com as mesmas fontes todas as demarches legais tinham sido tomadas para que o movimento saisse a rua. Pelo menos 100 pessoas marcaram presença no local de acordo com testemunhas, um dado por nós não verificado”.

“O G.P.L, preferiu dar espaço à Cuca para fazer a sua “festa” no Largo da Família (Largo da Independência), enquanto os jovens que manifestam-se contra o alcoolismo e são espancados,” relatou outro jovem, Jandiro Maurício.

Referente a situação entre a JURA e a CUCA no Largo da Família, um jovem, Fonseca Bengui, postou no Facebook:

“Acabo de testemunhar mais acto de intolerância. A JURA, juventude da UNITA, programou uma actividade que inicialmente teria lugar no Largo da Família. O governo recusou alegando que haveria outra actividade lá. RFA feriram para o largo da CIMEX, ao lado dos Congolenses. Não é que logo pela manhã um outro grupo colocou música no local para saudar o primeiro de maio.”

“Agora os jovens da Jura andam ai sem saber como realizar a sua actividade. Esta uma confusão, não sei como isso vai terminar. A polícia esta nos arredores e os activistas da JMPLA (Juventude do MPLA) também, aparentemente coordenando com a Polícia. Não sei como isso vai terminar. Estou a testemunhar isso porque é mesmo em frente à minha igreja, onde me encontro neste momento. Que democracia é essa?”

Até ao momento, não se tem informação concreta de como culminaram os incidentes no Cacuaco e no Largo da Família.

Fonte: https://www.facebook.com/notes/pedrowski-teca/nepotismo-à-olho-nú-regime-angolano-espanca-manifestantes-e-promote-o-alcol%C3%ADsmo-/376623949048244