Luiz Araújo – esta é a exposição duma leitura pessoal.
É um dever de cidadão alertar as entidades que têm a competência e a capacidade para impedir a gestação da guerra no nosso país seja por quem for.
Temos esse dever, especialmente aumentado, ao constatar-mos que a guerra que está a ser gerada será contra o povo que, inevitavelmente, chegará ao combate físico no momento em que tomar a iniciativa se as entidade que o devem não assumirem as suas responsabilidades de preservação da paz, o que nunca resultará da subjugação do povo.
A guerra não é só o momento do combate fisico.
Esse momento em que as partes em combate tentam vencer e dominar o inimigo é antecedida por momentos de gestação da guerra e de preparação para o momento do combate fisico.
A defesa do Estado angolano contra quem quer que seja que perigue a paz é uma obrigação das Forças Armadas de Angola. É a sua competência principal e que se coloca acima da defesa de qualquer outro valor junto com a defesa do povo e da integridade territorial.
A paz em Angola está a ser perigada por quem ao mais alto nível dirige o Estado de forma ditatorial mascarada de “democrcia” e anulando com total impunidade o Estado de direito. A comunidade internacional também está a observar essa gestação da guerra no entanto mantem-se omissa, nalguma forma e medida cúmplice.
No entanto as forças de defesa do Estado não têm agido mesmo se estão colocadas face a uma condução do país predadora com que o clã do ditador José Eduardo dos Santos, seus agentes e clientes se enriquecem de formna faraónica em vez de se obrigarem a zelar pelo bem estar de todas e todos os angolanos. Essa não foi a finalidade de todas lutas da nação que exigiram ao povo angolano os maiores sacrificios dos seus filhos.
Estamos todas e todos ver a gestação da guerra em Angola se a coisa pública continuar a ser tratada dessa forma por quem ao mais alto nível dirige o país.
Se as forças de defesa do Estado não tomarem uma iniciativa para repor a ordem do Estado de direito o povo acabará por a tomar em qualquer momento. Nesse momento, teremos chegado ao combate fisico da guerra que o ditador há muito está gerar para se manter no poder e preservar o império financeiro do seu clã.
Não se confunda o que expresso nesta nota como sendo um desejo pessoal. Não o é. Não desejo a guerra. Este exercício é apenas a leitura objectiva da realidade tal e qual ela se coloca ao nosso olhar.
Só quem tem alguma conveniência nesse desenvolvimento é que não revela a percepção dessa gestação da guerra e não diz que, a prazo, é para a guerra contra o povo que objectivamente o ditador está a conduzir-se.
Ele, como outros ditadores o pensaram, supõe que vencerá essa guerra com os oficiais e soldados filhos do povo comandados contra o povo.
As nossas forças de defesa, do nosso Estado, podem e devem obstar a esse desenvolvimento da guerra contra o seu próprio povo que o ditador José Eduardo dos Santos está a gerar.
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